quinta-feira, 3 de agosto de 2023

O Mal: Uma Reflexão Sobre a Polaridade Necessária ao Universo




Desde os primórdios da humanidade, o conceito do Mal tem sido objeto de profunda reflexão filosófica e espiritual. A busca pela compreensão das forças que permeiam o universo e a dualidade intrínseca à existência humana levou a diferentes abordagens, algumas delas remontam ao contexto alquímico e à perspectiva de Eliphas Levi.


Na filosofia alquímica, a busca pela transmutação da matéria bruta em ouro, simboliza a procura pela elevação do espírito humano em direção à perfeição. Neste contexto, o Mal é visto como a escuridão inicial, a "matéria bruta" que deve ser enfrentada e transformada para alcançar a evolução. Essa visão alquímica do Mal é relevante para compreendermos a polaridade necessária ao universo.


Eliphas Levi, um renomado ocultista do século XIX, também abordou o conceito do Mal em suas obras. Para ele, o Mal é uma força inevitável e presente na natureza, que desempenha um papel vital no equilíbrio cósmico. Assim como a luz e a sombra se complementam, o Bem e o Mal estão intrinsecamente ligados e constituem o tecido do universo.


Essa visão não busca justificar a maldade ou a crueldade humana, mas sim perceber o Mal como uma força polar que permite o desenvolvimento e a evolução. O Mal, ao desafiar a moralidade estabelecida, impulsiona a busca pelo Bem e permite que a compreensão e a valorização das virtudes sejam mais profundas.


A polaridade do universo é refletida em diferentes tradições filosóficas e religiosas. O yin e o yang da filosofia chinesa, a dualidade de Deus e o Diabo nas religiões monoteístas, todos apontam para a interdependência entre o Mal e o Bem. A luta constante entre essas forças opostas é a essência da experiência humana e da jornada espiritual.


No entanto, essa perspectiva não deve nos levar à complacência ou aceitação passiva do Mal. Ao contrário, reconhecer sua existência é um chamado para a autorreflexão e a busca constante pela elevação moral e espiritual. É através da luta contra o Mal que o caráter é forjado, a sabedoria é adquirida e a alma se purifica.


Portanto, a reflexão sobre o Mal e sua polaridade necessária ao universo nos convida a transcender dualismos simplistas e abraçar a complexidade da existência. Ao enfrentar as sombras, encontramos a luz; ao confrontar o Mal, fortalecemos o Bem. A jornada em direção à evolução espiritual requer o equilíbrio entre essas forças, e é nesse equilíbrio que descobrimos a verdadeira essência da vida.

Certamente! O tema do Mal e sua relação com o universo é complexo e profundamente enraizado nas discussões filosóficas e religiosas ao longo da história. Vou explorar alguns pontos adicionais sobre essa questão intrigante:


1. Dualidade e Equilíbrio: A ideia de dualidade, onde o Mal e o Bem são vistos como forças opostas, mas complementares, é uma abordagem recorrente em várias tradições de pensamento. Essa dualidade é percebida como essencial para manter o equilíbrio do universo. O conceito de dualidade é encontrado em várias filosofias orientais, como o taoísmo, que representa a interação harmoniosa e cíclica entre yin e yang, onde nenhum aspecto pode existir sem o outro.


2. Mal como uma Força Transformadora: De acordo com a perspectiva alquímica mencionada anteriormente, o Mal é visto como a escuridão primordial, a matéria bruta que deve ser trabalhada e transmutada para alcançar a elevação espiritual e a perfeição. Essa visão sugere que os desafios e adversidades, frequentemente associados ao Mal, podem atuar como oportunidades para crescimento e evolução pessoal.


3. A Questão do Livre Arbítrio: A discussão sobre o Mal também está intrinsecamente ligada ao conceito de livre arbítrio. Algumas correntes filosóficas sugerem que o Mal é resultado da capacidade humana de fazer escolhas, incluindo a escolha de praticar a maldade. A existência do Mal nos confronta com a questão da responsabilidade pessoal e moral.


4. Relatividade Moral: A natureza do Mal é muitas vezes subjetiva e relativa a diferentes culturas, épocas e perspectivas individuais. O que é considerado mal em uma sociedade pode não ser visto da mesma forma em outra. Essa relatividade moral levanta questões sobre a universalidade do Mal e o papel da cultura e da ética na sua definição.


5. Teodicéia e o Problema do Mal: O estudo do Mal também está relacionado com a teodicéia, uma tentativa de reconciliar a existência do Mal com a ideia de um Deus benevolente e onipotente. A presença do Mal no mundo tem sido um desafio para muitas crenças religiosas, e várias teodiceias foram propostas para abordar esse enigma.


Em última análise, o Mal é um tema que nos convida a uma profunda reflexão sobre a natureza da existência, a moralidade humana e o propósito da vida. Reconhecer a polaridade do universo e a dualidade do Bem e do Mal pode nos levar a uma compreensão mais profunda de nós mesmos e do mundo que nos cerca. É um convite para buscarmos o equilíbrio interior e a elevação espiritual, enfrentando as sombras e descobrindo a luz em meio às adversidades. A reflexão sobre o Mal nos desafia a sermos seres mais conscientes, compassivos e éticos em nossa jornada pela vida.

Com prazer! Vamos aprofundar cada um dos tópicos mencionados anteriormente:


1. Dualidade e Equilíbrio:

A ideia de dualidade está presente em várias tradições filosóficas e religiosas. Na filosofia oriental, como no taoísmo e no budismo, a dualidade é vista como uma lei natural que permeia o universo. O yin e yang no taoísmo representam a interação entre forças opostas, como feminino e masculino, escuridão e luz, passividade e atividade. Essas forças são interdependentes e complementares, e seu equilíbrio é essencial para a harmonia cósmica.


No contexto da dualidade, o Mal é muitas vezes visto como parte da ordem natural das coisas, desempenhando um papel necessário na manutenção do equilíbrio. A ausência do Mal pode levar à estagnação ou à falta de crescimento. Por exemplo, na natureza, as estações do ano representam uma dualidade entre o inverno, um período mais sombrio e frio, e o verão, um período mais quente e luminoso. Ambos são essenciais para o ciclo de renovação e crescimento da vida.


2. Mal como uma Força Transformadora:

Na alquimia, a busca pela "Pedra Filosofal" representa a transmutação da matéria imperfeita em uma forma elevada e perfeita. Esse processo alquímico não se restringe apenas à transformação de elementos materiais, mas também se aplica à transformação do próprio indivíduo, buscando a evolução espiritual.


O Mal, nesse contexto, é entendido como um estágio inicial de imperfeição, uma escuridão que precisa ser enfrentada e trabalhada para alcançar a iluminação. Assim como o carvão passa por intensas pressões para se transformar em diamante, as adversidades e desafios da vida são oportunidades para o crescimento pessoal e a elevação espiritual.


3. A Questão do Livre Arbítrio:

A existência do Mal e da maldade no mundo levanta a questão do livre arbítrio humano. Se somos seres livres para fazer escolhas, incluindo escolhas moralmente questionáveis, surge o dilema da responsabilidade pelas ações.


Essa questão é um desafio antigo conhecido como o "problema do Mal" ou "problema da maldade". Se Deus é onipotente e benevolente, por que ele permitiria a existência do Mal? Diversas respostas teológicas foram propostas ao longo da história, como a ideia de que o Mal é resultado da liberdade de escolha concedida aos seres humanos, ou que o sofrimento pode ser visto como um meio para o crescimento e aprimoramento da alma.


4. Relatividade Moral:

A relatividade moral é uma realidade amplamente observada na diversidade cultural e ética ao redor do mundo. O que é considerado mal em uma cultura pode não ser visto da mesma forma em outra. Essa relatividade pode ser explicada pelas diferentes normas sociais, crenças religiosas e valores arraigados em cada sociedade.


Essa noção desafia a existência de uma definição absoluta de Mal e levanta questionamentos sobre a natureza da moralidade. Algumas perspectivas filosóficas, como o relativismo moral, argumentam que não existem princípios morais universais e que a moralidade é construída pela sociedade.


5. Teodicéia e o Problema do Mal:

A teodicéia busca reconciliar a existência do Mal com a ideia de um Deus bom e poderoso. Essa questão tem sido debatida ao longo da história, e diferentes teodiceias foram apresentadas para tentar resolver esse paradoxo.


Alguns argumentam que o Mal é uma consequência inevitável do livre arbítrio humano e que Deus permite que o Mal exista para preservar a liberdade de escolha e a responsabilidade moral. Outra abordagem é a teodiceia do mundo em processo, que considera o universo em constante evolução e que o Mal é resultado da interação dinâmica de forças naturais e liberdade humana, e não de uma ação direta de Deus.


Em resumo, a reflexão sobre o Mal nos convida a explorar profundamente os mistérios da existência e da natureza humana. É um convite para questionar nossas crenças, compreender a dualidade inerente à vida e buscar a harmonia entre as forças opostas. A jornada para compreender o Mal e sua relação com o universo é uma busca constante por sabedoria, ética e compreensão, e uma oportunidade para alcançar uma maior conexão com nós mesmos e com o mundo à nossa volta.

domingo, 30 de julho de 2023

Para além das reflexões



Na obra de Oscar Wilde, "O Retrato de Dorian Gray", e no clássico de Robert Louis Stevenson, "O Médico e o Monstro", encontramos profundas reflexões sobre a natureza humana e suas complexidades, especialmente no contexto da solidão e da dor da alma. Esses personagens fictícios, embora distintos, podem ser interpretados como metáforas para a jornada humana em busca da sabedoria interior através da experiência da dor e da solidão.

Assim como Arthur Edward Waite afirmou, "A solidão é a oficina dos alquimistas da alma, onde o chumbo da dor é transformado no ouro da sabedoria interior". Nessa perspectiva, tanto Dorian Gray quanto o Dr. Jekyll compartilham da experiência de se encontrarem isolados em suas próprias angústias interiores, buscando uma liberação para suas dores e conflitos emocionais.

Dorian Gray, em sua busca pela juventude eterna e prazeres mundanos, se vê preso em um ciclo de vaidade e indulgência. Sua solidão é mascarada pela beleza superficial que o retrato em seu sótão carrega, guardando todos os sinais de seus pecados e degradação. A dor da alma de Dorian é refletida no retrato, enquanto sua consciência permanece intocada. O preço pago por Dorian Gray em seu desejo egoísta é a sua própria humanidade, aprisionado em um retrato envelhecido, enquanto sua aparência permanece imutável. Sua solidão, no final, revela a inevitável consequência de suas escolhas imorais e a incapacidade de escapar da dor que ele mesmo causou.

Já o Dr. Jekyll, em "O Médico e o Monstro", busca separar sua natureza boa da má, acreditando que, ao fazê-lo, poderia liberar-se do mal que o assombra. No entanto, sua experiência demonstra que a dor e a solidão da alma não podem ser facilmente dissociadas. A dualidade entre Dr. Jekyll e Mr. Hyde representa o conflito interior de cada ser humano, a batalha constante entre o bem e o mal que coexiste em todos nós. O sacrifício aqui é o de sua própria identidade e sanidade, enquanto tenta controlar o monstro dentro de si. A libertação só é alcançada quando o Dr. Jekyll toma consciência de que não pode separar-se de sua outra metade, mas deve encontrar um equilíbrio e aceitar toda a sua natureza.

Tanto Dorian Gray quanto o Dr. Jekyll enfrentam a dor e a solidão como resultado de suas escolhas e ações. O caminho para a sabedoria interior, para a libertação da alma, só pode ser alcançado quando reconhecem que cada ação tem consequências e que a verdadeira transformação só ocorre quando se compreende a interconexão de todas as coisas no universo. Consciência do todo é aceitar a responsabilidade por suas escolhas e suas sombras interiores, buscando o equilíbrio e a harmonia em vez da mera satisfação dos desejos imediatos. Somente assim a dor pode ser transformada em sabedoria, e a solidão, em comunhão com o universo.



No contexto do paralelo entre o amor universal, o amor efêmero e os prazeres dopaminérgicos, podemos encontrar uma relação profunda com a jornada da alma em busca de sentido e plenitude. O amor universal, muitas vezes associado à compaixão e ao amor incondicional, representa a conexão profunda com todas as formas de vida, transcende o ego e é uma expressão da unidade do ser com o todo cósmico.

Por outro lado, o amor efêmero é aquele que está sujeito à impermanência e à volatilidade das emoções humanas. Ele é frequentemente associado aos relacionamentos e paixões passageiras, baseados em atração física e desejos temporários. Esse tipo de amor pode trazer prazer momentâneo, mas também pode levar à dor e à solidão quando a conexão se desvanece.

Por sua vez, os prazeres dopaminérgicos referem-se aos estímulos que ativam a liberação de dopamina no cérebro, como o consumo de drogas, experiências sensoriais intensas ou comportamentos viciantes. Esses prazeres, embora possam trazer sensações de euforia e gratificação instantânea, também são passageiros e, muitas vezes, mascaram uma busca mais profunda por significado e satisfação verdadeira.

Nesse contexto, o amor universal representa a busca pelo verdadeiro sentido da existência e a conexão com algo maior do que o eu individual. Ele transcende a busca por prazeres momentâneos e efêmeros, apontando para uma compreensão mais profunda da vida e de nosso propósito nela.

Incorporando uma frase ocultista sobre a morte, podemos refletir sobre a natureza transitória da existência e a importância de confrontar a finitude como uma fonte de transformação:

"Na morte, encontramos o limiar que separa as ilusões do mundo material da verdadeira essência espiritual, revelando a eternidade que reside no âmago de cada alma." - Autor desconhecido.

Essa reflexão nos leva à questão da existência vazia que muitas vezes afeta as pessoas "sonâmbulas" que habitam o mundo. Vivendo em uma rotina mecânica e superficial, elas podem se sentir desconectadas do propósito da vida e presas em um ciclo de busca por prazeres imediatos e fugazes. Essa existência vazia pode ser resultado do afastamento do amor universal, da conexão com algo maior do que si mesmo, e da negligência das profundidades da alma em busca de sabedoria e significado.

A busca por prazeres efêmeros e dopaminérgicos pode proporcionar uma satisfação temporária, mas a verdadeira realização e plenitude só podem ser encontradas quando se desperta para a consciência do amor universal, para a conexão com o todo e para a compreensão de que a morte é apenas uma passagem para a eternidade da alma.

Assim, é essencial despertar do sono da existência vazia e buscar uma conexão mais profunda com a vida e com o universo, buscando uma consciência mais plena e significativa. A jornada rumo à sabedoria interior e ao amor universal é o caminho para romper com a superficialidade e encontrar a verdadeira essência do ser humano. Apenas quando nos conectamos com o todo, encontramos o sentido que preenche nossa existência e transcende a solidão e a dor da alma.

Ao refletir sobre a busca da sabedoria interior e do amor universal, é impossível não mencionar as ideias de Carl Gustav Jung, renomado psicólogo e estudioso da psique humana. Jung acreditava na existência de um processo de individuação, que é a jornada de autodescoberta e integração dos elementos inconscientes e conscientes da personalidade. Essa jornada é essencial para encontrar significado e plenitude na existência.

Assim como na alquimia, onde a Pedra Filosofal era o grande objetivo dos alquimistas, a individuação representa a busca pela "Pedra Filosofal" interior, que simboliza a totalidade e a unificação do ser. Ao alcançar esse estado de integração, a pessoa se liberta da ilusão da existência vazia e descobre a verdadeira essência de sua alma.

Jung acreditava que, ao explorar o inconsciente e confrontar os aspectos sombrios de nossa psique, podemos alcançar uma transformação interior profunda e alquímica. Ao integrar os opostos dentro de nós mesmos, encontramos a unidade e a conexão com o todo, abraçando nossa natureza mais profunda e espiritual.

Nessa aplicação etérea da existência, a busca pela Pedra Filosofal interior transcende as preocupações efêmeras do mundo material e se dirige ao encontro com nossa essência espiritual. É o processo de despertar para a conexão com o universo e com o amor universal, reconhecendo que somos parte de um todo maior.

Assim como na alquimia, em que a Pedra Filosofal tinha o poder de transformar metais inferiores em ouro, a individuação nos permite transformar as partes mais sombrias e imperfeitas de nossa psique em sabedoria e compreensão. É o caminho para a iluminação e a libertação da dor da alma, encontrando a essência pura e eterna que reside dentro de cada um de nós.

Em última análise, a aplicação etérea da existência é a busca pelo autoconhecimento profundo, pela integração das dualidades e pela conexão com o todo cósmico. É o mergulho na jornada alquímica da alma, onde a Pedra Filosofal representa a plenitude e a transformação interior. Quando nos empenhamos nessa busca, transcendemos a existência vazia e encontramos o verdadeiro sentido e propósito de nossa vida. Através do amor universal e da conexão com o todo, encontramos a sabedoria que preenche nossa existência com significado e transcende a dor e a solidão da alma. É o caminho para a verdadeira realização e iluminação.



segunda-feira, 24 de julho de 2023

A forja psiquica

 







Bom dia, boa tarde, boa noite. Venho trazer uma reflexão a cerca da psique do mago. É comum nesse blog me ver falando que o mago é senhor da vontade e por muitos posts ressaltei a importancia da persistencia diante das adversidades. A mente é martelo que bate até purificar o coração e é ai que entra o que chamo de forja psiquica.

Para se ter um metal puro o ferreiro bate varias e varias vezes...consigo ver uma certa semelhança com o processo de amadurecimento e nessa busca por remover as impurezas se conquista um coração forte como aço...mas não somos feitos de aço.

Somos feitos de carne e nosso peito sangra todo dia com o pulsar de nossos corações, ainda assim a razão se revela a unica ferramenta capaz de impulsionar o fluxo de emoções e energias psiquicas dentro de nossa realidade e amadurecimento.


A magia antes de mais nada é um jogo de fé que passa pela razão, mas que só ganha proposito dentro dos corações forjados pela vitoria da vontade sobre a apatia. Também é comum ver por aqui eu insistir na ideia que magia é a ação. O verbo divino que se realiza atravez do simples ato de agir. O ferreiro experiente é aquele que aprendeu a confiar nos processos...entende que são eles que refinam o trabalho e atravez deles que se obtém um resultado primoroso.

Gosto de pensar que a magia assim como tudo na vida cobra seu preço. Nada é de graça e aquilo que parece ser não recebe um valor lá muito alto. É preciso de esforço...porque só atravez dele que ha real progresso. Acreditar juntamente com a criatividade e a razão é o que torna o mago um mestre da forja psiquica.


Lembro de falar no post passado sobre a associação da espada e do ego. Aqui reafirmo que é somente atravez da forja psiquica o mago obtem o controle abrindo mão do controle. O ego é um fardo, uma maldição e saber refinar o coração para não se perder em impurezas é o dever sagrado de todo iniciado na arte.

Eu mesmo por conta do TDAH e do autismo tenho dificuldade em funções executivas...basta ver a falta de constancia aqui no blog, mas ainda assim cabe a mim lutar e entender que só metiante a martelada a mente dobra as fibras musculares do coração em um ato artistico e ritmado capaz de levar para aquilo que realmente almejo ser.

Carregue um coração forjado pela psique em niveis internos tão profundos como as raizes de uma grande arvore e entenderá que é perigoso ir sozinho sem emoções organizadas, cadenciadas e ministradas atravez da fundição da mente, o espirito e o objeto final, o coração, livre de dor e preocupação.




Por fim faço uso da colocação dita no filme dr estranho para ressaltar que não se fica acima das sombras e dos demonios internos sem um coração puro, forte e forjado atraves da arte de persistir martelada apos martelada até se comprender a ponto de não mais precisar se refinar, mas como somos falhos somos fadados a vira e meja voltar pra forja psiquica para novamente nos tranformamos em um eterno jogo de cura e ressurgimento.

domingo, 23 de julho de 2023

O Ego seria a espada suprema?


Olá, caro leitor que não desistiu do blog da cabana. Entre trancos e barrancos estou de volta. Então pega uma cadeira e se aconchegue no calor da lareira da reflexão e do pensamento. Nessa madrugada gostaria de levantar uma questão. Seria o Ego um vilão?

Sinceramente acredito que não. O ego está para o ser como a espanda para o magista. A espada antes de mais nada é uma ferramenta de violencia, mas tambem pode representar a proteção. Na magia representa o elemento fogo. O fogo que pode consumir tambem pode suprir. O ego é isso o fogo oculto no interior do Ser. Se descontrolado ele queima a si mesmo e o mundo ao seu redor, mas quando canalizado ele nos permite criar.

A espada é um simbolo de honra e poder e representa o masculino...O ego por sua vez é muito mal visto, mas ele que nos protege dentro de nossa fortaleza de amor proprio. Ele parte do que nos somos e nega-lo é algo perigoso.

Como dize Clarice Lispector: Até cortar os proprios defeitos pode ser perigoso..."

É isso o ego faz parte do que somos e o magista deve lidar com a luz e as sombras.  Respeitando cada uma das forças dentro de sua totalidade. Ha um ditado samurai que diz: "Uma espada em punho mantem a outra na bainha"

Esse ditado faz alusão ao fato que as vezes precismaos da sombra e vilaniza-la e nega-la é um erro infantil e orgulhoso. O ego é parte do Ser, mas não deve ser seu guia e sim sua proteção.

E você leitor o que pensa sobre o ego? Enxerga a beleza por tras das sombras? Particulamente não é facil mediar a fina linha que separa as varias camadas que constituem quem somos e o que queremos ser.


Schopenhauer, gosto da frase acima que pode ser encarada como arrogancia ou como efeito de um ego inflado, mas acredito que para desvendar os misterios da existencia é fundamental uma dose de veneno...veneno que impulsiona a inteligencia. Lembre-se que nem o budismo se liberta do ego.


Por fim faço uso das palavras da monja Coen para resaltar que a grandeza não está em se livrar do ego, mas controlar a si mesmo tão precisamente atraves da vontade a ponto de saber como manejar essa força...assim como o espadachim que treina para dominar a espada.

  

 

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

A vontade vs a procrastinação diaria


Olá leitor, estou de volta, quero trazer uma reflexão acerca desse tema tão obscuro. A preguiça. Dizem os antigos anciãos que a preguiça é a grande inimiga do mago. Porque ela tem o poder de minar a vontade.

Todos que caminhamos por essa arte sabemos que a força reside na vontade...ela que impulsiona o agir e o movimento é a grande lei do universo.

Só que eu venho aqui hoje desvilanizar a moleza, a preguiça, tudo aquilo que nos faz procrastinar. Afinal nem só de ação e tensão se vive...é preciso respirar. Quando se é caos é comum enrolar com mais frequência, mas não consigo ver como algo que mina a vontade.

A própria ação de procrastinar de certa forma é uma manifestação sublime da força de vontade. Claro, o mago deve ser senhor de seus vícios, mas se controle é uma ilusão...ir de encontro a pausa é o grande desafio...

Precisamos procrastinar, assim como precisamos da dor e do incômodo de dar o primeiro passo. Porque no final só o que fica marcado no código de barras da alma é aquilo que se conquistou mediante a esse desconforto.

Por fim, não existe uma formala mágica e o que posso perceber é que as artes ocultas nos pedem um pouco de bom senso e honestidade. Para saber que nem sempre vamos estar dispostos e que tá tudo bem desistir pra se poupar. O inteligente é aquele que escolhe quais batalhas lutar.

Depois do limbo existencial


Olá leitor. Bom dia, boa tarde, boa noite. Esse post é muito mais do que um aviso que estou de volta. Ele é um convite a retomar esse caminho comigo.

O mago carrega formas do heremita e este precisa vagar. Perambular pelas trincheiras do campo de batalha existencial. Bem, foi isso que fiz.

O problema é que no caminho houveram algumas perdas e tive que confrontar o limbo. Para mim o limbo mágico é talvez o processo mais complexo no processo do magistas.

Isso porque ele envolve se permitir, se perdoar e se conhecer. Uma vez uma pessoa sábia me falou que morremos um pouco a cada anoitecer e que cada amanhecer renasciamos modificados.

De fato o sono é parecido com a morte em muitos aspectos...mas voltando ao limbo. Acredito que esse lugar de puro vazio se apresenta de maneira pessoal pra cada um. Pra mim vem na forma da melancolia e do cansaço.

As vezes posso demorar segundos e outras vezes meses pra achar o caminho de volta a superfície. Não sei como é pra você leitor, mas cedo ou tarde todo magistas passa por esse período e quanto mais se avança esses períodos de trevas vão ficando mais densos.

Pois bem...voltei...a cabana já está reaberta e aos poucos começo a retomar as reflexões. O que posso tirar dessa nova retomada é a lição que tudo está em constante transformação. Aceitar significa abrir mão do controle e se libertando dessa ilusão se enxerga através do prisma da realidade.

Um grande abraço a todos os amigos, estudiosos e leitores curiosos.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Eros e psiquê. Um pouco sobre magia e o amor.


Bom dia, boa tarde, boa noite...
Em um primeiro momento gostaria de me desculpar pelos dias sem postagem. Por isso hoje resolvi trazer esse tema que surgiu com uma conversar reflexiva com a minha grande parceira de jornada, Bea.

Eros...o cupido...o símbolo do amor se relaciona de forma velada com a mortal psique...entre muitas coisas uma coisa que devemos prestar atenção são os desafios que são impostos por Afrodite a psique.

Enquanto conversávamos sobre esse mito entre o amor e a alma. Chegamos a uma ideia que assim como na história toda grande premiação evolutiva de iniciação tem antes uma série de provações.

Os mitos gregos deixam isso bem claro. Na magia muito se fala sobre o ato de gerar amor através da artes místicas, mas aí lembro de outro mito...o mito de Apolo e Dafne. Imagem abaixo...

Aconselho ao leitor do blog se aprofundar nessas lendas...existem muitos conhecimentos atrás de suas alegorias e metáforas. Resumindo Eros marcou Apolo com uma flecha de amor e marcou Dafne com uma flecha de repulsa. Isso terminou em tragédia.

A magia como já vimos é a ação da vontade através da intensão dentro da mente, mas como induzir o amor? Isso é ilusão. O amor é a forma mais pura de força humana. Não pode ser tomado.

Eros, era o único capaz de ferir o coração de grandes deuses...como fez com Apolo, mas foi domado por psique. Que em uma jornada evolutiva extrema conquistou seu lugar entre os Deuses e principalmente nos deixou o ensinamento que o amor e a alma vivem juntos e que o ego é o veneno que embasa tudo.


quarta-feira, 27 de abril de 2022

Síndrome de Atlas na magia e na vida


Bom dia, boa tarde e boa noite...
Após alguns dias em hiato venho lhes trazer um assunto um quanto polêmico. A síndrome de Atlas e suas consequências dentro do estudo mágico.

Atlas, o titã condenado a carregar o mundo nas costas nos mostra de forma bem simbólica um dos pilares do declínio mental, do desgaste emocional e do próprio estresse.

No mundo moderno somos levados ao limite tendo que muitas vezes carregar mais do que o nosso próprio mundo. Isso se aplica diretamente na magia uma vez que ela acontece em um primeiro momento na mente.

Pretendo trazer outras relações entre síndromes e o caminho místico, mas por hora vamos focar em Atlas. Nos magistas temos o péssimo costume de querer sempre mais...conhecimento, ação, aventuras e por aí vai. O problema surge quando nos vemos presos no desejo e problemas de outras pessoas.

Por isso defendo que o mago deve se manter fiel a sua mente e deve ser honesto consigo e não se tornar uma máquina de acumular problemas e soluções. Se já útil dentro de suas próprias limitações.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Café e o seu uso na magia


Bom dia, boa tarde, boa noite a todos os leitores da cabana...
Ontem foi o dia do café então por isso resolvi passar por aqui e trazer um pouco da minha experiência com esse grão que é tão importante para nossa vida cotidiana.

Quando pensamos em café a primeiro coisa que vem é a ideia de energia. Sabemos que a cafeína nos deixa mais agitados. Foi graças a isso que lá atrás no passado o ocultista e médico Papus escreveu sobre o uso do café como estimulante físico e espiritual.

Segundo Papus as propriedades do café poderiam ser úteis para energizar e desperta fatores da consciência muito importantes na hora de fazer certos rituais de evocação e invocação.

Indo mais pra frente e analisando com uma ótica mais moderna. O café pode ser utilizado em diversos campos e de diversas maneiras dentro dos caminhos da arte.

Uma utilização legal para quem curte tarot é colocar grãos ou até mesmo o pó do café no local onde se guarda as cartas. Essa ação limpa as energias e aumenta a clarividência. Dando um toque mais límpido as forças que movem as cartas.

Café pode ser utilizado também como banho. Este é preparado para energizar os chakras, abrir caminhos e limpar os maus fluidos.

Também podemos usar no altar. Existem inúmeros meios de se usar no altar, mas uma que já utilizei consiste em misturar o pó de café com olhos essenciais de cedro, canela e lavanda. Isso confere uma importante aromaterapia mística...além de energizar e potencializar as ações mágicas.

Como vimos café é vida. Muito mais do que um grão torrado o café é fonte de inúmeras propriedades místicas. Lembrando que seu grão nos conecta com a natureza e o elemento terra.

Por fim, encerro esperançoso de ter passado uma ideia de que mais do que tudo o café é fonte de muitas energias benevolentes. Continuarei meus estudos e com novas descobertas farei uma nova matéria.

domingo, 17 de abril de 2022

Páscoa e a força das tradições


Bom dia, boa tarde e boa noite...
Caro leitor hoje dia da Páscoa irei me aprofundar um pouco nessa que para muitos povos é uma data de muita importância.

À palavra Páscoa vem do hebraico Pessach que em sua essência é a comemoração do êxodo...a libertação dos hebreus do Egito. Gosto de pensar que esse período hoje é uma grande mistura de crenças, ideias e posições.

Só que como defendo sempre a manutenção das tradições...continuaremos...a farra dos ovos que temos hoje é baseada na antiga deusa da fertilidade pagã dos povos germânicos, os nórdicos e os celtas. A formosa Ostara. Deusa da fertilidade que é representada por um coelho.

Era comum na festa da primavera a famosa caça aos ovos. O que provavelmente inspirou a busca por ovos de chocolate. Hoje vivemos tempos tão loucos em que muitos esquecem que a Páscoa não é sobre o chocolate.

Para os cristãos a Páscoa representa a ressureição do Cristo. Um ato simbólico que reafirma a fé nas formas, caminhos e instituições do sacerdócio. É realizada orações afim de comemorar a vitoria do messias sobre a morte.

Por fim essa época nos leva a refletir sobre algo que vai além da sua religião...nos leva a refletir sobre a fé e o renascimento da esperança para aqueles que acreditam nela. O sol sai para dar um olá e assim iluminar nossas mentes e corações.

sábado, 16 de abril de 2022

O real motivo para se ter um grimorio


Bom dia, boa tarde, boa noite...
Olá leitor, hoje irei tratar de um assunto de vasta importância e analisarei as razões que levam os grimorios a serem tão importantes nas artes místicas.

Em primeiro lugar definiremos que grimorio, palavra francesa, é um livro a onde o magista realiza suas anotações a respeito da arte. A bruxaria moderna dividiu essas anotações em mais dois livros. O livro das sombras e o diário mágico, mas como sou um mago sigo as antigas filosofias e o utilizo como os antigos mestres.

Por isso escrevo tudo em um lugar só. Meu grimorio tem desde rituais, feitiços, experiências mágicas, listas sobre temas da arte até pensamentos e experiências pessoais. Resumindo é um livro completo...claro que como sou caos não é tão organizado quanto eu gostaria.

Todo magista praticante deve ter um grimorio. Ele além de facilitar a vida...ajuda a deixar registrado sua caminhada. Ao contrário do que muitos pensam o grimorio não precisa ser um livro pronto e artesanal. Qualquer caderno sem pauta devidamente consagrado pode ser usado como grimorio.

Por fim...sua criatividade é sua maior aliada na hora de montar um grimorio. Contanto que você entenda está tudo bem. Já vi um caso de um mago que escrevia codificado isso é bom quando se quer manter curiosos longe, mas é um trabalho que julgo ser desnecessário. Outra questão é que é um livro íntimo e pessoal. Não deixe qualquer um ler ou tocar no seu material. Lembre que ele é uma extensão do seu altar e de sua psique uma vez que registra a face mais real do seu ser.

Uma dica legal e que costumo fazer é escrever meus estudos e experiências do dia antes de dormir. Quando faço algumas práticas da arte. É uma forma de sempre esta escrevendo.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

A crucificação e sua simbologia mistica


Bom dia, boa tarde, boa noite...
Hoje dia quinze de abril é a tão importante sexta feira santa. Feriado que nos lembra a morte do Cristo na cruz, mas qual é a simbologia mística desse movimento?

Antes de prosseguir é preciso entender a importância do Cristo para o cenário místico, independente da crença, o próprio cordeiro já sabia que seria sacrificado pelos pecados da humanidade. Isso mostra um homem e um profeta que além das características messiânicas era um profundo líder político.

Jesus defendia pobres, doentes, menos favorecidos e de uma forma pacífica lutava contra um sistema cruel. É importante lembrar que esse em sua grandiosidade não tinha religião. Uma vez que não seguia o judaísmo e nunca instaurou uma crença em volta de seus ensinamentos. Sendo seus discípulos aqueles que construíram os muros da religião envolta de suas lições.

A crucificação é a morte do homem, mas também é a coroação da abnegação e do sacrifício por algo maior. O mago deve tomar isso como lição e entender que a magia atua no intervalo entre a fé e a ação.

Ele poderia desistir quando quisesse, mas sua vontade era forte e por isso mais uma vez falo dessa que é a fonte da força do magista. O poderoso leão...o self...o éter...o quinto elemento da equação cósmica nos leva a refletir sobre como devemos abrir mão de nossa diminuta humanidade para ascendermos como seres de luz.

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Bicho Papão e a personificação da sombra


Boa dia, boa tarde, boa noite a todos...
Hoje convido o meu leitor a refletir sobre esse que é a mais famosa lenda de todas. A lenda do bicho papão. Não importar qual seja a cultura ao redor do globo...ele sempre está presente na forma de Deuses e entidades sendo muito mais do que uma história para assustar crianças.

Só que o que seria essa criatura se não a personificação do medo, da sombra, que toma o coração de todos nós meros mortais. Estudar o desenrolar da consciência e as várias formas em que a psique se transforma ao longo das experiências nos mostra que tal ser mítico é talvez uma alegoria a algo muito real.

Na magia gosto da ideia que as lendas e mitos escondem uma sabedoria perdida. Aprendemos que a melhor forma de derrotar tal criatura é lhe confrontando diretamente. A coragem é o seu calcanhar de Aquiles. Isso porque a mesma se alimenta de nossa insegurança, apatia e frustração diante das trevas de nosso ser.

O medo é uma ilusão projetada para nós manter dentro de uma zona idealizada de segurança. O que por si só não se mantém já que precisamos romper a bolha a todo momento para sobreviver.

O mago sabe que o verdadeiro bicho papão mora em seu coração. Ele é a força psíquica que mina sua vontade. A magia nos ensina a nos colocar diante do desafio do autodesenvolvimento e que só através da abnegação e da projeção consciente das sombras poderemos ter forças para subjugar elementos que nos cerca.

Por fim, não tem como ser um magista sem ser capaz de sentir seu bicho papão e digo mais...não há invocação e nem evocação seguras sem as características que ensinamos e aprendemos como nosso monstro interior. A questão aqui é só a força que damos a tal criatura e o quando ela nos influência. O mago deve manipular suas sombras e não ser manipulado por elas.


quarta-feira, 13 de abril de 2022

Entrevista com a Azara Varas e seu artesão


Bom dia, boa tarde, boa noite a todos...
Hoje é com muito orgulho e satisfação que venho trazer essa entrevista incrível com um artista, o artesão místico, Eduardo. O nome por trás da Azara Varas. Que mais que uma loja e uma marca é uma união e um fábrica que constrói pontes e enriquece o caminho de todos nós magistas.

Dotado de um conhecimento vasto sobre o assunto, Eduardo, nos mostra com suas palavras a força de sua vontade e o direcionamento de sua intensão. Sem mais enrolação vamos a entrevista que ficou incrível.

•Quem é o artesão e quem está por trás da
Azaras Varas? 

Primeiramente muito obrigado pelo convite, é uma honra.
Meu nome é Eduardo, tenho 31 anos, natural de Curitiba Paraná, e sou um estudante de Ocultismo e Mestre de Varinhas Mágickas. 
Eu sou o idealizador, artesão, e todo o resto na Azara Varas. Geralmente é assim que trabalho nos projetos que crio, mas tenho sempre muita ajuda, e me dedico muito aos estudos teóricos e práticos dos instrumentos que crio e sistemas mágickos que me interessam. 

•Como começou seus estudos na magia? 

Foram tantos fatores que me levaram á esse caminho, mas creio que vários óbitos na família e amigos me fizeram buscar respostas sobre o outro lado. Temos médiuns na família, então aos poucos fui sendo direcionado a desenvolver, e comecei a estudar alguns livros de ocultismo que eu tive acesso, e continuei desde então. Participei de vários desses sistemas, trabalhei em alguns deles e por ora sigo uma prática solitária e reservada.

•Qual a ligação da quiromancia com a
varinha? 

Eu estive estudando sobre empunhadura da varinha e percebi que as linhas cruzam pontos específicos do cabo, e que usando símbolos eu podia ativar ou anular as influências de planetas no uso da varinha. Então desenvolvi um mapa astrológico de acordo com as características de cada magista na hora de confeccionar a varinha.
A mão conta nossa história, nosso futuro, nossos anseios e dificuldades, e todos temos pontos estratégicos que podem ser trabalhados e estimulados, seja com instrumento mágico ou com toque, uso de anéis e sinais de mão.
A quiromancia vai estudar essas linhas, montes, marcas e formas para mostrar onde a varinha irá influenciar durante o seu uso. 

•O que alimenta a sua vontade? 

Conhecimento acima de tudo. Saber cada vez mais e cada vez melhor, com mais qualidade, com a cabeça mais aberta porém com equilíbrio. Aprender a ter conhecimento com sabedoria, aprender a aplicar essa sabedoria, e principalmente aprender a calar.

•Para você o que é magia? 

Nossa inesgotável fonte de consciência do todo, onde mora nossa verdadeira vontade unida ao conhecimento que adquirimos, acessada na raíz do subconsciente.
Você pode fazer a magia mais simples da forma mais simplória, mas ela está nas pontas dos seus dedos até o mais profundo abismo da sua alma, e só assim ela funcionará.
É a minha visão pessoal de magia.

•Como funciona o processo de confecção
de uma varinha? 

Primeiro conversamos sobre qual modelo o cliente prefere, depois qual ele precisa, posso tirar as cartas caso ele tenha dúvidas sobre seu propósito. Então escolhemos a simbologia, e características que o magista idealiza na varinha, e depois a simbologia. Recolho as informações e calculo dia e hora com as influências certas para aquela intenção.
Dentro do processo tenho algumas práticas e técnicas que prefiro ocultar, e então após ficar pronta ela vai para um teste energético e caso passe nele, vai para o altar de pré consagração.
As varinhas que não passam no teste são quebradas e descartadas, então reinicio o projeto em uma nova madeira.

•Qual mensagem você deixaria aos leitores e
jovens magistas? 

Leiam bastante, mas ponham em prática, uma pessoa que só lê não adquire a experiência suficiente na prática. Aprendam a ouvir mais, e sua palavra terá mais valor e força. Aceitem que todo mundo erra: o outro, mas você também. Seja humilde, peça perdão, dê um sorriso, evite remoer a mágoa, bote pra fora e conheça seu lado de sombras, pois só assim vai aprender a neutralizar ele quando nescessário.
E se você for justo e íntegro: jamais deixe alguém injustiçar você, você estuda magia então use-a.

Gostaria de deixar aqui mais uma vez o meu agradecimento ao Eduardo que tirou um tempo para participar aqui da cabana. Sentou em volta da lareira e nos brindou com seu conhecimento.

O meu muito obrigado também a vocês leitores. Já sabe... se tem dúvidas ou sugestões a cabana está aberta a vocês. Deixe um comentário. Grande abraço a todos.

Conheça a loja da Azara no link: Link loja da Azara Varas

terça-feira, 12 de abril de 2022

Magia angelical de Abramelin


Um dos sistemas angelicais mais complexos e míticos é o sistema de Abramelin, mas antes de nos apronfudarmos nas fórmulas vamos conhecer um pouco sobre essa figura misteriosa e que beira a realidade e a ficção.

Abramelin, foi um mago e taumaturco egípcio. Mestre na chamada magia sacra. O livro com sua biografia narra a busca de um homem frustrados por inúmeras empreitadas mágicas falhas e após conhecê-lo e copiar seus ensinamentos conseguiu realizações fantásticas.

O livro de Abramelin é dividido em três partes. A bibliografia, As fórmulas sacras de magia e por fim os símbolos, talismãs e kameas.

A pesar de ter sido apresentado ao mundo por volta de mil e seiscentos...a obra guarda segredos mais antigos. Se baseando na clavícula salomonicas ele nos apresenta um sistema robusto.

Estudado por inúmeros ocultistas ao longo do tempo. A magia angelical do mago egípcio é talvez a grande razão pela popularização da ideia do anjo da guarda.

Diferente do que se deve achar o anjo da guarda não é um ser espiritual...mas a forma mais pura do inconsciente do ser. Seguindo...a magia angelical é uma excelente forma de invocar sabedoria e proteção.

Por fim, os sistemas e selos complexos escondem uma essência simples de conexão entre o ego e o self do mago. Uma aventura interessante para qualquer magista. Uma vez que tal conhecimento passa pelo contraste da evocação e invocação de forças etéreas e espirituais.

Curtiu a matéria? Compartilha, comenta e traga sua opinião para o debate.

Reflexão 2: Judas e o peso do destino


Olá meu querido leitor. Nesse momento lhe convido a refletir sobre uma das figuras mais importantes da história de Cristo. O injustiçado Judas e seu destino de dor e traição.

Judas era um dos apóstolo de Cristo e talvez o maior sofredor da história da humanidade. Conhecido como traidor, mas aqui levanto a seguinte reflexão. Haveria Cristo sem Judas?
A resposta é não. A crucificação que marca o clímax do sacrifício do cordeiro só foi possível graças a Judas.

Isso me leva a dizer que talvez o destino de um homem bom seja a desgraça. Até hoje a massa condena e malha Judas e se esquecem que foi o povo que escolheu libertar o assassino Barrabas ao insves do messias.

O povo da época carrega o peso e o sangue do messias nas costas...mas isso era necessário para o sacrifício e a vitoria do amor do Cristo. Então por que condenar Judas?

O único erro dele foi tirar a própria vida. Ele interrompeu os planos do Deus hebreu pois não aguentou o desgosto e a consequência de seu destino, mas que homem em sã consciência se perdoaria por um ato tão sombrio.

Por fim, malhar o Judas é uma atitude cruel e que prova a falta de conhecimento da massa que precisa de forma infantil vilanizar um personagem que sofreu em um grau significativo e que ficou manchado na história como um grande antagonista.

Nunca devemos esquecer que o beijo na testa e movimento do moinho cósmico só foi possível pois o próprio Cristo sabia que deveria ser assim. Então nessa história os verdadeiros vilões são os aristocratas e os sacerdotes da época.

A magia como forma de terapia


Bom dia, boa tarde, boa noite...
Hoje meu caro leitor venho trazer uma matéria sobre a magia como sistema de cura. A terapia mística e os sistemas de elevação e estruturação filosófica.

A filosofia nos ensina através de lendas e ideias que a dor é algo necessário para o desenvolvimento do ser e que a forma como encaramos e lidamos é o que determina o fundo do poço ou o crescimento.

A magia é a reunião de formas que independente de sua vertente visa o aperfeiçoamento através do saber. O mago é um eterno peregrino que caminha por um vasto universo.

A forma como nos sentimos afeta a forma como vibramos e isso nos leva a lidar com forças benéficas ou forças muito pesadas. O magista deve saber sentir as ondulações que envolvem o seu sentir.

Nos estudos das ciências ocultas muito foi desenvolvido sobre algo que chamo de terapia mística. A ação de plantas, pensamentos, mantras e encantamentos que visam curar de dentro pra fora.

Lembro que uma vez li algo sobre a medicina oriental e achei fascinante o teor místico de suas ações. Onde os pontos se refletem em um movimento de causa e efeito. Reação direta ao estímulo.

Sabemos que no passado o misticismo e a ciência se misturavam. Ainda assim os rituais e práticas de cura apresentam um resultado bastante satisfatório quando aplicado junto de uma fórmula e um tratamento clínico.

Por fim, entender as energias e manipular o antigo conhecimento é o que torna a terapia mística algo de enorme valor. A magia salva vidas na mesma proporção que pode destruir. No fim a diferença entre veneno e remédio é apenas a forma e a dosagem.

Para os interessados na aplicação de algumas teorias mágicas dentro de formas da medicina aconselho a leitura de Paracelso e Papus.

Bem é isso. Comente o que achou do texto, dúvidas e ideias. Grande abraço a todos.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Prana, mana, chi, ki...A força invisivel


Precisamos falar sobre a energia etérea e mística que nos envolve e que nos conecta ao universo de muitas formas. Ao longo da vasta história da humanidade muitos povos e civilizações despertaram para essas energias e mesmo dando nomes diferentes...em tese são vários caminhos para o mesmo objetivo.

Os hindus chamaram de prana, os indios xamanicos de mana, os chineses de chi e os  japoneses de ki. O que seria essa energia se não a força que nos envolve. A própria centelha do universo que acende o fogo de nossos espíritos.

É preciso treinar e estudar e assim fortificar as conexões. Para isso existem os exercícios e rituais. Que vão desde meditação como é o caso do zen busismo, o budismo hindu, xintoismo japonês,  taoísmo chinês e ainda temos os rituais que são comuns nas tribos xamanicas da América do norte.

Você agora pode estar se perguntamos como juntamos os pontos e unimos a energia do universo, que para muitos surge na respiração, com magia prática.

A resposta é que o equilíbrio das formas gera o poder ou força que será utilizada para lidar com as forças de baixa e alta magnitude. Ao entendermos a ideia da energia universal...estamos aptos a buscar nossa real vontade de forma prática e consciente.

Logo, defendo que o mago deve sim se aperfeiçoar nesse assunto e entender que práticas ritualística, yoga, meditação são um caminho para se aprofundar e mergulhar dentro de si...captando os fluxos e ondas do universo. Se aprende a valorizar todos os seres do universo e assim se torna uma pessoa mais espiritualizada e sincronizada com a vida natural.

domingo, 10 de abril de 2022

A força feminina na magia


Bom dia, boa tarde e boa noite...
Achou que não teríamos matéria hoje porque é domingo? Achou errado, amigo. Por isso proponho um tema importante é didático. Vamos festejar a beleza e a força feminina dentro dos sistemas mágicos, das tradições e dos grandes mistérios da humanidade.

Na China existe um termo muito interessante criado pelos praticantes de wing chun(estilo marcial chines) que se chama femininação da guerra. Os homens do polo Yang tentem a resolver as guerras e os conflitos com a força. O gasto de energia é estressante e monumental.

As mulheres do polo Yin são mais inteligente e calmas. Contornando os conflitos e numa ação oposta ao polo masculino...elas nutrem e assim acabam economizando a energia.

Segundo a lei hermética da polaridade. Essa dualidade cósmica é o que faz que os polos se equilibre. Magia bebe da mesma fonte da estratégica bélica...só que a magia por si só é Yin. O mago sabe que contornar as formas e redistribuir energia é o melhor caminho.

A bruxaria...talvez não exista palavra melhor para traduzir a imagem da mulher forte e independente. Da fogueira, ao ataque da igreja ou o ataque do machismo estrutural...elas sempre se reinventam.

Posso citar o nome de várias ocultistas fenomenais, mas nenhuma se compara a Dion Fortune. Mestra na arte mais profunda do oculto e por muitos considerada a mãe da bruxaria moderna. Devo admitir que sou fã de sua pegada e do seu estilo.

Além da fama e longe das tribunas das grandes ordens e matrizes hermética temos mulheres simples. Parteiras, benzendeiras, Índias, oráculos e sacerdotisas. A mulher é o berço da vida humana...o mago deve venerar a mulher no seu formato mais puro e deve se autolapidar para ser um diamante para elas.

Da medicina das ervas, passando pelas previsões dos oráculos, se curvando as sacerdotisas que carregavam o brilho da sua divindade mãe no olhar, as benzendeiras e feiticeiras indígenas que esboçavam feitiços poderosos ao longo dos tempos.

Por fim...a própria palavra magia é feminina...outro exemplo de porque são elas que são a energia que move o moinho da existência. E não há encanto maior que o sorriso de uma mulher.


sábado, 9 de abril de 2022

Animais misticos: Gato


Bom dia, boa tarde, boa noite...
Esse é um quadro diferente. Nele irei me aprofundar na história e simbologia de animais dentro da mitologia e da magia. Então vamos juntos desvendar os segredos ocultos desse tema tão pouco explorado.

Animais desdos princípios da humanidade nos acompanham e despertam nossa curiosidade. Tanto que estão presente em toda a historiologia mística. Sendo em muitas culturas venerados.

Famosos por bagunçar o campo da clarividência e de possuírem uma conexão espiritual diferenciada. Afinal diferente de nos os animais então em sintonia com a mãe natureza.

Hoje me reservo a falar sobre os gatos. Os felinos que eram endeusados no antigo Egito e que eram associados a proteção e equilíbrio energético. Eles são interessantes. Metade no nosso plano e metade fora dele.

É conhecida dentro do ocultismo a ideia dos gatos que enxergam o invisível e perambulam sem destino pela dona noite. Era comum acreditar que os gatos simbolizavam boa sorte e bom presságio.

No horóscopo chinês o gato é o décimo terceiro signo e só ficou de fora porque foi enganado pelo rato. Ainda assim gatos são espíritos livres e aventureiros.

Eles nos ensinam a pensar em nos mesmos e não ter medo do desconhecido e do mistério. É comum no ocidente ter a imagem da bruxa associada ao gato, mas vem de um mundo mais antigo onde muitas das vezes as magistas só tinham os felinos como companheiros.

O olho do gato é famoso como um portal que conecta mundos. Um exemplo dessa teoria foi usada na ficção no filme constantine. Onde o protagonista usa um gato para atingir planos inferiores conhecidos como o inferno.

Por fim, diferente dos cachorros os gatos são seres da noite e estão conectados ao luar. Hoje com o mimo humano...muito desses animais tem perdido seus instintos mais selvagens e suas propriedades mística, mas ainda assim são companheiros astutos e sábio.